Curiosidade

De uns tempos para cá, tenho me tornado uma criatura por demais curiosa. Sempre quis saber tudo, todas as coisas, experimentar, ler, conversar, observar, fazer caminhos novos, ouvir músicas diferentes.

E, dentro de um rol enorme de cousas a descobrir, depois de uma conversa tão bacana com um amigo querido, resolvi dar um primeiro passo nesse sentido.

A conversa que tivemos, dentre os inúmeros assuntos que rolaram, teve a religião como temática. Discutimos a questão do preconceito que nasce essencialmente pelo desconhecimento e pela perpetuação de clichês e idéias completamente erradas sobre crenças religiosas.

Pausa para a história de mimself!

Fui batizada na Igreja Católica, tive meus tempos de “papa missa”, realizar confissões toda santa semana, fazer a comunhão nas missas de domingo de manhã. Eu e meus pensamentos. Tive vontade de ser freira, queria ser santa ou coisa do gênero.

PORÉM…

Um dia as perguntas começaram a despertar. No período em que fiz catequese – para fazer a primeira comunhão – os alunos tinham por lição ir à missa, ou sábado à noite, ou no domingo de manhã. Até aí, ok. Só que eu, timidamente ambiciosa que sempre fui, não estava contente apenas em assistir a missa, cantar etc. Eu queria MAIS!

Sabem aqueles garotinhos que ficam ao lado do padre, durante a missa, que ajudam e etc e tals? Pois é, eu queria ser coroinha! Mas NUNCA pude ser, porque somente os meninos poderiam exercer tal função.

(Faço um adendo porque talvez essa regra tenha mudado – e definitivamente não tenho como saber. Mas no meu tempo, isso há mais de 20 anos, trabalho de coroinha era para os garotos e ponto final).

E começam as inquietações “Por que meninas não podem ser coroinhas? Por que mulheres não podem rezar missas?”

Bueno… fiz a primeira comunhão e comecei os estudos para a fazer a crisma. Catequese – para Primeira Comunhão – eram 03 anos de estudos. Para a crisma eram 2 anos. Para quem não sabe – ok, eu também não sabia/lembrava, mas dei uma googleada para esclarecer – Crisma consiste em “renovar os laços de fé”. Assim, quando se é batizado na igrja católica, o bebê nào tem, digamos, escolha. Na Crisma, é como se fôsse um batismo de gente grande, em o crismando assume aqueles laços religiosos de modo mais, hummm, consciente.

Pois é… minhas mil perguntas vieram nessa época. E minhas perguntas não foram respondidas ou , se foram respondidas, não encontraram abrigo em meus ideais de mundo justo, para mulheres e homens. Antes do primeiro ano de estudos para Crisma, abandonei o curso e a igreja católica, aos 13 anos. Nunca mais fui à missas ou coisas do gênero.

Nesse meio tempo, encontrei o Espiritismo de Allan Kardec. Kardec era o pseudônimco para Hippolyte Léon Denizard Rivail, um moço francês que, em trabalhos com os espíritos desencarnados, codificou o que hoje se tem como Doutrina Espírita, estruturada basicamente em dois livros: O Evangelho segundo o Espiritismo e O Livro dos Espíritos.

Esse foi igualmente um tempo feliz, cresci muito, foram longas lições, muita leitura e reflexão.

Mas veio o tempo de novas perguntas que esse pensamento religioso não cumpriu responder…

Pois bem… as vida dá voltas e, depois de 12 anos de prática e estudos espíritas, fui assistir a uma peça teatral espírita. Lá conheci um menino bacana e começamos a namorar… o namoro não foi longe mas durou o suficiente para que eu conhecesse um casal de amigos desse menino. Esse casal era Budista (digo que o casal ERA por duas razões: eles se divorciaram e ela faleceu em agosto desse ano..).

Apesar de não ter durado, acredito que o relacionamento teve como missão possibilitar meu encontro com o Budismo, que me traz mais respostas e faz brinde a liberdade e humanismo que prezo…

Talvez exatamente por conta dessa liberdade e desse humanismo que decidi fazer uma empreitada: conhecer uma igreja/religião por semana e escrever textos na minha cozinha/sótão virtual…

Não percam o próximo capítulo!!!

5 pensamentos sobre “Curiosidade

  1. legal esta necessidade espiritual consciente,sem fanatismo.Andei por caminhos semelhante ao seu nas buscas.Hoje me considero uma ateia espiritualista.religiao pede prisão,dogmas,um sistema de obediencia.nao consigo.Gosto do voo livre das ideias.Filosofia e ciencias me atraem pela posse provisoria da liberdade do conhecer,este muda,se amplia,cresce,avança.Estarei acompanhado sua cozinha.

  2. OLA!! DOLCINHA.
    ADOREI SEU PENSAMENTO,É BEM PERTO DO MEU.

    ESPERO OS PROXIMOS CAPITULOS.

    UM GDE ABRAÇO.
    JUSSARA.

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