Quase Resenha

Há uns pares de anos que vacca-véia não se dirigia à salas encantadas, com direito ao mergulho nos (d)efeitos especiais ou roteiros inusitados, trilhas sonoras de gosto deveras duvidoso, com direito a violinos, por do sol e revoada de pombolas ao horizonte avermelhado do dia que se põe.

Ah! Não podiam esquecer daqueles passarões de pescoço compriiiiido, branquelos em geral, que as pessoas-um-tanto-sem-loção desenham-modelam-fazem-o-escambau com a forma de coração do entrelaço do pescoção dos passarudos!

pescocudos

pescoçudos

ai ai ai

que dirá então filmes quase róliudianos?

Sim, nem sabia mais como era ir a uma sessão de cinema.

final de 2009.

Lá seguiam vacca-veia, irmã-sortuda e a sobrinha de 45 anos.

Sobrinha queria ir ao cinema e sua mãe,  irmã-sortuda, simplesmente pensou “Ah! Vou ganhar uns ingressos!”. E assim, com ar bastante blasè (que nem ela sabe que tem), ligou para uma rádio que estava sorteando ingressos para cinema 3D.

E assim, como quem pede o sal, naturalmente ela ganhou ingressos e foram ao cinema – com direito a pipoca e suco-natural-de-laranja-colorido-aromatizado-saborizado-artificialmente.

O filme era algo bem pré-teen: Tá chovendo Hamburguer.

ta-chovendo-hamburguer-1

foto daqui

Cinema lotado de pekerruchos e pekeroxos! Alguns pré e pós-jovens e, sim, pessoas idosas – vacca, irmã sortuda e sobrinha de 67 anos!

(Esqueceu de falar que os donos da sala de projeção emprestam óculos nada-fashions para que os efeitos 3d sejam percebidos. Mesmo para ver os traillers, precisavam da porra do óculos… Vacca, persona ousada que é, assistiu boa parte das chamadas dos outros filmes sem aquele adereço que faria Yves se coçar… mas sucumbiu as pressões de sobrinha-idosa que já exigia  a colocação do adereço no local certo: face bovina)

Ah! Os traillers…  tentação para assistir ao filme de Tim Burton… sei lá, fora-da-casinha que vacca é, adora esse cara!

mas vamos ao filme…

“Tá chovendo hamburguers” é uma animação bem bonitinha, a fotografia dela é muito legal!

A princípio se trata de um filme para crianças, então as tintas são bem carregadas, de encher os olhos com cores que fazem arder os olhos.

Ainda vacca comentou com irmã-sortuda que decerto o filme deixaria os pequenos monstrinhos da sala de exibição doentes para correr ao primeiro junk-food próximo(eventualmente o M… era bem na frente da sala de cinema).

Honestamente? Tiveram a impressão de que as pessoas da sala-de-cinema ficaram meio nauseadas com o exagero de comida que aparece no filme. Comida, diga-se de passagem, hamburger, batatas fritas, gelatinha etc… quando as comidas começam a ficar maiores e gordurosas, ninguém tem vontade nem de comer a pipocas (que aliás estavam boas MAS como sempre vacca – que foi tão assídua nas aulas de coordenação motora no préprimário – derrubou metado ao chão)

Supostamente era filme para crianças, mas algumas idéias nada infantis.

A repórter fofuxa que é escalada para ir à ilha: era uma nerd que se disfarçava de garota linda e que refazia os próprios comentários inteligentes que emitia, dando tons mais “girly-expected” para a fala.

ta-chovendo-hamburguer-2

Ela só se revela super-brain quando o mocinho nerd a questiona exatamente sobre isso: sobre ela ficar arrumando suas frases. A partir dali ela assume o visual e a postura pessoal de que ela realmente gostava: óculos quadrados, rabo de cavalo (um visual muito fofo, diga-se) e inteligente sim. Visual esse bem diferente do que esperava a mídia e a TV – dentro e fora da ilha da sardinha e das telonas.

Apesar de ser uma lição bonitinha para as menininhas que naquele cinema estavam, um certo cérebro-picado-pelo-mosquito-feminista matutou assim: é, ela se assumiu o visual que realmente gostava e a postura inteligente porque um homem a aceitou assim. Aquela velha história de que o valor da mulher deve passar pelo crivo do homem, senão o valor dessa mulher se torna inválido e ineficaz.

Argh

Pode parecer exagero, mas…

No mais o filme vem com alguns outros empoeirados clichês: pai durão, político insaciável, e a idéia de que a nuvem de comida, claro, é uma ameaça para o hemisfério norte: sim, aquela velha história de que a ameaça da comida assassina só ocorreria na zoropaistadusunidos!

Muito embora  se tenha  lido em várias sinopses que o garoto-inventor fez a máquina para acabar com a fome no mundo…. bla bla bla whiskas sachê – nuvem de comida foi feita  para empaturrar os moradores da ilha e nada mais!

Não vamos contar o fim do filme.

No geral, ele é engraçadinho, se for possível ligar o fuck-off mode, até rola curtir bem, rir até de cenas meio grotesk, como a do bumbum do policial do filme (que prefiro nem dizer que foi um personagem caricato beeeem pesado, politicamente incorreto falando…)

Dica Real: se você for a um cinema para pagar uns 18-20 contos, sugiro então que vá ao teatro e não ao cinema para ver esse filme especialmente. Espera um pouco e aluga depois.

No caso, valeu a pena porque a irmã-sortuda ganhou os tickets. Se não fosse assim, decerto o programa da vez teria sido o deslocamento a um certo parque de Curitiboca,para comer uma torta suspeita de cabinho… mas essa é uma outra história!

2 pensamentos sobre “Quase Resenha

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